domingo, 30 de outubro de 2016

Um velho mundo novo

     Sim, preciso me render às evidências. Quisera não escrever isto, quisera não precisar parecer tão derrotista, mas, às vésperas das eleições americanas, hoje, um prefeito evangélico foi eleito aqui no Brasil, numa das maiores cidades da América Latina, um fundamentalista machista, um quase fascista, que não é capaz sequer de articular decentemente a seu próprio favor.
     Foi um mês atribulado, este. Hoje é dia das bruxas, Halloween, e incrivelmente, o feminino perdeu seu poder. Neste ano, especialmente, o feminino esteve tão subjugado, tão deprimentemente posto de lado, que é difícil acreditar que estamos realmente no século XXI.
     Falaram tantas coisas, neste mês. O presidente russo fez ameaças, se a mulher ganhar as eleições americanas. Fez ameaças, mas se trata apenas de retórica. Só que é uma retórica maldosa, que tem sua influência sobre os menos esclarecidos.
     E a quantidade que há de menos esclarecidos neste mundo está na eleição do Rio de Janeiro, está no ridículo movimento (feito aqui, no Brasil) a favor do candidato masculino às eleições americanas, está na migração cada vez mais forte de seguidores do profeta por todo o Globo.
     De quem é a culpa? Quem está por trás desta loucura burra que está assolando o planeta? Por que ninguém se atreve a enfrentar e falar às claras sobre isso?
     Ah, mas eu esqueci: sou louca. Eu sou louca! Nada do que eu digo, do que eu escrevo, é para ser levado em consideração.
     Hoje, faltam exatamente 8 dias para as eleições americanas. Eu sei que, talvez, só talvez, a mulher ganhe. Mas eu me lembro que, antes, eles escolheram não lançar a mulher para a presidência. Lançaram um afro-descendente. Sabiam que a mulher tinha poucas chances de ganhar. O afro-descendente ganhou.
     E agora? Será que a mulher tem chances de ganhar? Será que os americanos vão provar inteligência ou burrice fundamental?
     Por que isso me importa? Porque eu sou uma cidadã do mundo. E louca.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

BULLYING

     Este post é importantíssimo e sugiro que todos leiam a reportagem antes, é fácil, só clicar no link e será levado até lá. Aproveito o ensejo para explicar porque isto é tão mais comum do que se pensa e não acontece só na França ou na Europa, ou na América do Norte. Ninguém fala sobre esta questão, mas eu, desde muito pequena, sofria bullying quando este termo nem era conhecido. Falam agora sobre esta questão, mas falam apenas socialmente, moralmente, didaticamente, e ninguém vai ao âmago da questão. O que o bullying escolar ou o ciberbullying tem a ver com a questão que vou apresentar? A falta de conhecimento e a falta de estrutura social. E já vamos pensar sobre isto.
    O bullying que eu sofria não terminou, só que agora, por eu ser mais velha e teoricamente conseguir suportar, chamamos de preconceito, ou, quando mais grave, ódio. Ainda sofro todo o tipo de assédio moral e intelectual possível, principalmente agora que me assumi como descrente, definitivamente. Toda a literatura difundida pelo mundo, tanto a didática como a ficcional (a segunda, posso dizer que nem toda, mas grande parte, sim), tem como sustentáculo as obras consideradas sagradas: bíblia, torá e alcorão. Desta maneira, uma pessoa que busque respostas, que leia muito (o caso da menina e o meu) e que não se satisfaça com o que encontra o tempo inteiro, não achará outro caminho a não ser o isolamento, porque a discriminação e o preconceito são muito fortes. E não apenas por causa de religião, mas como sustentar moralidade se reafirmam indefinidamente que uma está diretamente ligada à outra? Há, sim, como ser moral e eticamente correto sem nos reportarmos à religião.
       Mesmo agora, que assumidamente me coloco como ateia (palavra que detesto, porque não é o que eu sinto, é o que a sociedade erigida sobre as obras citadas impõe), invariavelmente o que encontro são pessoas, também descrentes, contestando, criticando e lançando mão de humor, mas sempre citando tais textos, como se este fosse o único caminho possível para a desconversão.  Ou seja, até mesmo para contestar a fé precisam se valer de textos que fomentam a fé, a fim de sustentar a própria opinião.
     Somente quando entendermos que nosso conhecimento intelectual foi e vem sendo desenvolvido por pessoas que usavam a bíblia, o torá e o alcorão para raciocinar e elaborar importantes teorias, poderemos nos situar além e acima destes, e usar outros pensamentos, outras vertentes, mais céticas e verdadeiramente racionais, que nos darão estrutura e nos proporcionarão a verdadeira liberdade de pensamento. Enquanto difundirmos, para elogiar ou para criticar tais obras sagradas, simplesmente estaremos repetindo mais do mesmo, indefinidamente.
     Por isto, como cética, não gosto de ver reproduções de textos bíblicos, da torá ou do alcorão, dentro ou fora da escola, dentro ou fora dos meios acadêmicos, nem para criticar, nem para elogiar e enaltecer. Será que, em mais de 6 mil anos de história escrita, é só isto o que temos?

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

SENTA QUE LÁ VEM PEDRADA

Durante esta semana (de 11 de setembro de 2016 até hoje, 19 de setembro de 2016), tive oportunidade de encontrar vídeos, comentários e postagens diversas que variavam sobre todos os tipos de assuntos, desde o véu islâmico ao ataque às torres gêmeas em Nova York, do impeachment da presidenta à questão da fé em deus ou à falta dela, e por mais que eu tente encontrar lucidez, poucas pessoas que fazem vídeos, comentários ou postagens demonstram a lucidez que eu procuro, por isto esta postagem, hoje, para meio que desabafar o que andei sentindo nesta que posso considerar minha melhor navegação semanal.
Tudo começou antes, é claro. Eu seguia uma página no Facebook chamada Quebrando o Tabu, porque falava sobre a liberação das drogas abertamente, e eu sou totalmente a favor disso, da liberação de todas as drogas. Seguia porque me encantava com as postagens, algumas, não todas, e porque acreditava que havia boa intenção. Aí, numa das postagens (procurei a postagem para linkar aqui, mas, como deixei de seguir a página, ficou difícil de achar), fiz um comentário assim: ”Se alguém ainda não entendeu porque sou a favor da liberação, eu posso desenhar…”
Em menos de seis horas meu comentário recebeu 800 curtidas. Isso nunca tinha acontecido comigo, e foi subindo. A última vez em que eu vi, estava beirando 1300 curtidas só naquele comentário, naquele dia.
Como quem me conhece e acompanha minhas postagens aqui, ou no Facebook, não sou uma menina ingênua e logo detectei que a grande curtição daqueles comentários provinha de pessoas que acharam legal porque curtem fumar um e sonham com um país como o do Mujica, onde tá liberado, e não queriam fazer uma reflexão séria sobre o problema das drogas em si mesmas. Foi aí que eu resolvi discutir o assuntos, lendo as respostas ao meu comentário, um por um, e fui respondendo, e a questão foi crescendo a proporções assustadoras. Mas, quando navego, eu abro o YouTube, eu espio alguma coisa no Google, vou, rápida e ativamente, procurando o que me interessa, não me mantendo restrita a um só tópico, já que muitos me interessam. No meio daquela discussão, muitos seguidores radicais de extremistas da direita se infiltrando e inclusive me ofendendo. Lá no YouTube, eu procurava vídeos sobre o ateísmo e num comentário meu feito a outra pessoa, um desses infiltrados me interpelou (no comentário que eu tinha feito à outra pessoa) e começou a tentar me enrolar falando sobre amor cristão e outras baboseiras, e quando percebeu que não conseguiria fazer isso, passou a tentar me seduzir e me fazer passar para seu lado, na maior cara dura. Tentou fazer uma questão de princípios morais (porque o ateísmo é somente isto) virar uma questão política, me chamando de prefeita (isto mesmo) e sugerindo uma carreira pública, que eu não tenho e não tenciono ter!
Entre essas e outras, deixei de seguir algumas páginas porque naqueles dias eu tinha deixado de ser a favor do PT somente porque eu queria que o grito nas ruas fosse Volta Querida, e o PT só falava sai Temer. Agora, eu voltei, mas não seguirei mais as páginas. Mais que nunca preciso ser petista. Deixei de seguir a página Quebrando o Tabu (porque descobri que Luciano Huck está por trás dela), e no meu entender, ele tem uma postura extremamente machista e tendenciosa, então não faz sentido que eu, uma feminista extrema, siga uma página que dá muito pouca visibilidade a esta questão, mesmo que não seja a linha de pensamento da mesma.
Há o canal do Pirula, no YouTube, que eu deixei de seguir por causa de um vídeo em que ele trata a questão do véu islâmico de maneira machista e muito incoerente.
Perdi amigos e deletei alguns, porque cansei de ver hipocrisia e mentiras. Ao mesmo tempo, ganhei muitos seguidores, muitos amigos, e isto me faz feliz, mas ainda estou muito assustada. Adoro a internet, lamento que não tenha existido quando eu tinha vinte anos e muito mais garra que tenho agora. Há dois ou três anos eu era bem mais confiante e tinha muita certeza de que esse pessoal mais novo era muito engajado e inteligente e que ajudaria a mudar o mundo com suas visões lúcidas e sensatas. Mas, ou as crianças cresceram muito rápido, ou a mídia encampou e eles venderam seus ideais, como a maioria sempre fez, ou estavam apenas se enganando e, consequentemente, nos enganando.
Um exemplo desses, mas de uma pessoa que não é tão jovem, é um canal de um professor (não sei se ele leciona história ou português) que se diz ateu e envereda por política, também. Esta semana, há uns dois ou três dias, ele fez um vídeo onde explica por que o STF não sofre influência e pressão do Senado ou do Presidente para julgar. Sim, nesta semana, quando todo o país já sabe que o STF é pau mandado dos políticos. Ao questioná-lo, como eu sempre farei, ele desconversou, enrolou os outros seguidores colocando a culpa em mim, como se eu fosse a ignorante e não entendesse a lei. Claro que entendo a lei. Sei como foi e por que foi escrita, mas entendo muito, muito mais de pessoas e suas intenções. São tantas as mentiras que vejo espalhadas pela internet, que não me espanto que as pessoas, que não tem o tempo que eu estou tendo neste ano (porque, quando eu estou empregada, dificilmente posso passar horas navegando) se deixem enganar com facilidade.
Sim, o STF é tão vendido quanto todos os outros órgãos, infelizmente. Sim, a questão do véu islâmico é bem mais embaixo, não há como questionar isso, nem se uma página que se diz feminista posta uma matéria inteira sobre uma professora de inglês, refugiada da Síria e atuando no nosso país se diz “feliz com seu véu”, e não, a liberação das drogas não tem nada a ver com poder fumar seu baseado em paz e ficar viajando alheio à brutalidade e escravidão que a maldade e o egoísmo daqueles que possuem o poder da retórica não querem nos revelar. 

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

ZOAÇÃO

     Era uma vez um cara comum, com uma vida comum, numa cidade comum, que vivia numa casa comum com uma família comum. Ele tinha uma idade normal, dessas que a pessoa pode dirigir um carro, pode trabalhar, pode sair com a namorada, ir à balada ou à praia e ninguém incomoda. Mas nem sempre ele tinha namorada, por que ele não sabia, mas de vez em quando ele ficava sozinho, então ia pra balada sozinho, ou para a praia. Foi num dia assim, na praia, que ele conheceu aquele garotinho. Era um lindo menino, uns cinco anos de idade, e eles se conheceram porque a bola que o menino jogava bateu na sua perna e sujou-a toda de areia, que ficou grudada, já que ele recém tinha saído do mar e ainda estava molhado. A mãe do garotinho veio pedir desculpas por aquilo e acabou que eles não conseguiram parar de conversar. O dia lindo, o menino lindo, a mãe do menino lindo e a praia linda. Tudo perfeito e a noite começou a querer entrar naquele dia, aí eles foram embora da praia e prometeram voltar a se encontrar.
     Durante uma semana eles sempre davam um jeito de se encontrarem, sabiam que estavam só arrumando desculpas porque queriam se ver o tempo todo. E foram morar juntos, porque não seria possível se verem o tempo todo se não morassem juntos.
     O menino de cinco anos, o filho da garota, adorava o Papai Noel. O Natal estava chegando e ele queria ir ao shopping para conhecer o velho de barbas brancas e roupa vermelha. Eles então, levaram o garoto e satisfizeram seu desejo. Incentivaram a fantasia do menino, disseram que ele ganharia os presentes que tinha pedido ao Papai Noel porque era um bom menino, tinha se comportado e merecia.
     Assim, foi um Natal perfeito.
     O tempo passou, a vida foi ficando cada vez melhor para os três, eles tiveram uma menina e os dois foram crescendo junto com os filhos, em sabedoria e em amor.
     Todos os anos, o natal voltava, e eles incentivavam a fantasia da filha da mesma maneira que tinham incentivado as fantasias do filho quando aquela época chegava. E, claro, o menino continuava fingindo acreditar para não estragar a alegria da irmã.
     Mas a irmã cresceu e passou a não acreditar mais no Papai Noel. E o irmão, o garotinho, aquele, que tinha cinco anos quando conheceu o cara comum, agora tinha seus quinze e continuava querendo ir ver o Papai Noel no shopping, mesmo quando eles riam da cara dele dizendo que era ridículo, já que todos sabiam que o Papai Noel não existe. O garotinho não ouvia, não prestava atenção, não queria saber. Queria ir ver o Papai Noel e pedir seu presente. Ele acompanhava a mulher e o garoto, porque ele amava muito a todos, mas ficava muito intrigado com aquela teimosia do garoto. Em tudo o mais o garoto era normal, como os garotos normais. Mas sobre aquilo do Papai Noel, não adiantava, todos os anos era aquele tormento, a irmã do garoto nunca ia junto, se recusava a fazer parte daquela palhaçada.
     Numa daquelas vezes, quando o garoto já tinha completado seus vinte e um anos, aconteceu a surpresa. Ele foi ao shopping ver o Papai Noel sozinho, porque ninguém mais queria fazer parte daquela palhaçada com ele. Mas, irredutível e muito convicto, ele dirigiu o próprio carro até o shopping e, pegando no livro maravilhoso que tinha comprado por sete dólares no Amazon, entrou no shopping e foi direto à fila de crianças que faziam alguma bagunça, ansiosas. As pessoas olhavam de maneira estranha aquele moço bonito com um livro de capa branca, uma linda foto da neve do pólo e o título destacando a verdadeira história do Papai Noel. Olhavam de maneira estranha, mas não se importavam muito. A maioria pensou que deveria ser um pai que estava guardando o lugar na fila até a chegada da criança, mas a fila andou e todos ficaram muito espantados quando ele foi até o Papai Noel, que se remexeu na cadeira alta e não sabia o que dizer quando o garoto, emocionado, começou a entoar canções de natal e a recitar partes do livro, elevando o mesmo, aberto, para que todos pudessem ver a Palavra que o livro trazia, a história verdadeira do homem que estava ali, à sua frente.
     Foi uma gargalhada geral. Em peso, as pessoas que estavam na fila riam e bradavam: – Louco, saí daí, fera, dá espaço pras crianças, vá se tratar!
     Mas alguns, muito poucos, mesmo, não riam. Outros começaram a avançar, estressados, para expulsá-lo logo dali, já que estavam cansados e queriam ir embora. Apenas as crianças não entendiam nada e muitas queriam se aproximar porque adoravam ouvir histórias.
     Quando percebeu que aqueles cuja intenção era jogá-lo para fora à força, ele foi recuando devagar e foi saindo, muito triste, mas ainda muito convicto, pois o livro dizia que seria assim, que muitos duvidariam do que ali estava escrito, e que ele não podia desistir apenas por isto.
     Ao chegar à casa e contar tudo aquilo para a família, estranhou o silêncio e os olhares que viu entre eles. Ouviu sussurros no quarto dos pais, à noite, mas não conseguiu entender o que diziam. E nem precisava. Todos os natais eram assim, eles sempre tentavam provar a ele que o Papai Noel não existia. Mas ele não ia se deixar enganar. Ainda mais agora que tinha o livro.
     Naquele Natal não ganhou presentes. Foi o primeiro Natal de sua vida que não ganhou presentes. E quando sua mãe, com uma cara de zoação, perguntou inocentemente o que será que tinha acontecido, ele foi mais forte que ela esperava, sacou do livro e leu a parte onde explicava que o Pólo Norte às vezes precisava de uma reforma geral para continuar funcionando e por causa daquilo, somente, eventualmente, em algum Natal, alguma pessoa poderia ficar sem presentes.
     Mais um ano se passou, e ao se aproximar o Natal seguinte, a mãe, que nunca tivera meias palavras com ele a respeito do Papai Noel, depois que ele fez dez anos, avisou: – Nada de visitas ao Papai Noel e nada de leituras daquele livro absurdo. Se isto acontecer, nós queremos você fora desta casa!
     Ele não respondeu. Sabia que ela falava sério. Mas não ia deixar que lhe dissessem como deveria viver sua vida. Já trabalhava, era dono do próprio nariz. Arrumou suas coisas e saiu.
     Nunca mais ouviram falar dele. De vez em quando, ouvem boatos de que há um louco pela cidade que pensa que o Papai Noel existe e tenta  arregimentar pessoas para sua causa, provar que os presentes são dados pelo Papai Noel que mora lá no Pólo Norte, e que usa um livro para sustentar sua ideia. A mãe sofre, claro, o carinha comum que casou com ela, também. Mas quem mais sofre é a irmã, porque ela anda muito pela cidade, ela trabalha, ela estuda, ela tem muitos  amigos e é muito popular. E sempre, sempre escuta que ele conseguiu convencer mais um, que o louco do Papai Noel está fazendo crescer o seu exército de roupas vermelhas e barba branca, e que promete revolucionar o mundo com as ideias que o livro traz, e que muitos dissabores são previstos para aqueles que não acreditarem!

sábado, 10 de setembro de 2016

Correção e Desabafo

        Há um enorme erro na postagem abaixo, a última deste blog, escrita em janeiro de 2015, e para que este blog continue confiável e sério, preciso corrigir urgentemente, já que a necessidade de escrever está latente e estou aqui, fazendo exatamente isto, portanto, vamos à correção e depois poderei divagar à vontade: na ocasião, ou seja, janeiro de 2015, eu estava envolvida em buscas espirituais e respostas para o sentido da vida, então, como nenhuma religião me satisfazia há muito tempo, encontrei no YouTube e em alguns outros blogs e sites algo que parecia ser a resposta, que parecia encaixar perfeitamente com o que eu tanto desejava. Sendo assim, através de canais que não quero denominar aqui, me deixei levar pela força dos argumentos e embarquei numa viagem que, se não me fez mal, também apenas continuou não me trazendo respostas. Todo o restante, que escrevi na referida postagem, continua valendo, mas a parte onde falo sobre o livro de Fritjof Capra, do Helio Couto e outras coisas relacionadas à espiritualidade não devem mais ser levadas em consideração, pelo menos no que diz respeito à minha pessoa ou crenças.

       De lá para cá, muita coisa vem mudando minhas perspectivas e eu não parei no tempo, não parei de procurar respostas e não parei de aprender. O ceticismo, que vinha se instalando antes de eu encontrar o que agora, penso que é puro charlatanismo, voltou com força quando entendi o maior de todos os problemas: não importa o quanto a gente deseje, não importa o quanto se esforce, milagres realmente não existem e toda essa história de segredo não passa disso, mesmo, um segredo, literalmente.

       Coisas boas acontecem às pessoas, sim, mas não apenas visualizando ou formando uma ideia em sua mente e desejando. Acontecem através de muito esforço mental, muito treinamento físico e intelectual e, se, aí vem, somente se você tiver a sorte de encontrar pessoas que colaborem para que seus objetivos sejam alcançados.

       Para ser mais específica e clara e não haver dúvida, estudando e me informando melhor, compreendi que o assunto que vim corrigir, ou seja, o uso da mecânica quântica para explicar os milagres na existência humana, é um uso incorreto e indevido, e mesmo que algumas pessoas queiram continuar acreditando, e outras se aproveitem desse desejo para continuarem ganhando em cima desse desejo, eu, autora deste blog, descarto e vou em frente, agora não mais apenas cética, mas completamente descrente. De tudo. Compreendi, enfim, e foi muito doloroso, isso. Muito doloroso, mesmo. Compreendi que não existem milagres, que deus é uma ideia forçada, forjada e enfiada à força em nossa existência por pessoas que, na origem, tinham um objetivo único que era o poder. Hoje em dia, infelizmente, a situação é muito pior. Se, nos primórdios, alguns poucos se beneficiavam dessa imposição enquanto outros podiam também dela usufruir, atualmente é perigoso se manifestar sobre isto. Num mundo divido por religiões, mas onde podemos afirmar que mais de 90% tem fé em alguma coisa, é bastante complicado. Porque as pessoas comuns, como eu e você, que acreditam, realmente acreditam e não se atrevem a questionar, não tem dados para isso, não tem apoio para questionar e vivem sob um medo irracional e terrível que tem a ver com a certeza da morte. É apenas disto que as religiões e crenças se alimentam, da certeza de que todos vamos morrer, e do desafio (que é natural ao ego) à esta certeza. Se cria, então, uma vida pós morte, não importa de que modo ela seja, mas está lá, no inconsciente coletivo de bilhões de pessoas.

        Abre-se a porta para as crenças.

       Pronto, por hoje, tudo o que eu queria escrever/desabafar está dito. Como já expliquei antes, esta postagem foi apenas para corrigir a última. Eu poderia ter editado aquela, ter modificado, mas optei por não fazer isso, já que o blog é meu e eu escrevo aqui o que e como quero.

       Qualquer comentário será bem vindo, e, se você quiser conversar comigo anonimamente, também será bem vindo.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Trajetória


Esta postagem é especial e feita para uma pessoa determinada. Vem em forma de postagem pública porque algumas pessoas desejam saber, então, preciso contar.
Aqueles que já leram meu perfil aqui do blog ou das minhas outras redes sociais, sabe que há três anos atrás eu não passava de uma funcionária dos correios que tinha ambições maiores. Mas a maioria não sabe que isso era só uma pequena parcela do que vivi antes de 2006, que foi quando passei no concurso dos correios e me mudei para a cidade de Itapoá – SC.
Em 1995 eu tinha 32 anos, um filho de cinco e, quando minha avó faleceu, isso era tudo o que era minha vida. Uma neta orfã,  minha segunda mãe tinha me deixado, eu não tinha nenhum companheiro e me vi sozinha com um filho que eu não tinha planejado, só tinha aceitado porque minha formação religiosa (católica) me cobrava e um emprego que só tinha o salário maravilhoso. Na época, bastante superior ao dos correios.
Neste trabalho, eu ia diariamente para sofrer de amores por um carinha que nunca me amou. Eu precisava conviver com ele e com a mulher que ele escolheu, muito parecida comigo em alguns aspectos, mas que não era eu. E ele não era o pai do meu filho. Nem isso…
Eu enlouqueci. Simplesmente, não suportei e enlouqueci.
Mas meu enlouquecimento teve muitos outros fundamentos que apenas isso. Não era só o sofrimento do meu amor não correspondido, que durou onze anos. Sim, onze anos. Fiquei obcecada e infeliz por onze anos.
Em 1995 tudo mudou.
Mas minha mudança foi interior e anterior a tudo isso.
Por volta de 1983, tomei contato com o primeiro livro sobre mecânica quântica que leria depois: O Ponto de Mutação, de Fritjof Kapra.
E, por incrível que pareça, sem querer parecer redundante, eu já sabia de tudo aquilo, porque sempre fui muito centrada em mim mesma, meus reflexos sobre o mundo e vice versa, então, ler aquele livro foi como ouvir alguém recontar a  minha história. Eu ficava perguntando, e não só em silêncio, mas para todas as pessoas que me rodeavam: você não sente isso, não é assim com você, também? E mais: achava e dizia que esse Fritjof nem precisava ter escrito uma coisa tão óbvia.
Minha grande ambição, até 1995, era ser escritora e contar minhas histórias inventadas. Desde menina, desde que me conheço por gente, aquilo sempre tinha sido minha verdadeira vocação, eu sabia que tinha nascido para escrever. Queria derramar meu coração em palavras, escritas e colocadas em folhas em branco, agora em telas em branco, e deixar fluir, deixar apenas fluir, que se vá e se some ao todo…
Criar. Elaborar. Inventar. Fantasiar. Palavras que sempre me nortearam.
Mas eu precisava sobreviver, e eu me considero uma escritora fraca, sem alcance de público, num país que não tem o hábito de ler como tem de assistir televisão. Em outros países o hábito da leitura é tão arraigado que para eles se tornam estranhas nossa fixação e dependência, incluido e agravado por uma leve indolência, eu diria, aceitando passivamente e sem questionar, ideias alheias por imagens e sons de aparelhos eltrônicos. Mas isso seria absurdo, eletrônico, não, já que é o futuro do livro. Vamos tirar o eletrônicos desta frase. Aceitando passivamente e sem questionar, ideias alheias que não dão o devido tempo para parar, como ao se afastar os olhos da página do livro, olhando em volta, vagar, deixar os olhos descansarem na paisagem, nos móveis do quarto, numa imagem fugaz que se vai esmaecendo logo depois da última frase lida. Com a televisão, o Youtube, alguém sempre falando ao nosso redor, sempre falando…
O silêncio de um livro só pode ser superado, em minha opinião, ao silêncio de escutar os sons da natureza e ao silêncio da meditção quando nos encontramos com nossa alma.
Desde menina, eu sentia tudo isso, e ao me deparar com os novos pensadores, eu apenas reconhecia. Sim, era desse jeito mesmo.
As viagens astrais, eu as buscava, mas, até hoje, eu sinto medo e travo, não consigo avançar para fora, nunca.
E acredito. Porque acredito, tenho medo.
Mas, voltando à minha história. Na mesma época, sendo muito interessada na carreira de escritora que me salvaria do emprego ingrato, lancei um romance por minha conta, uma tiragem de duzentos e cinquenta exemplares dos quais vendi menos da metade na noite do lançamento, o resto fui vendendo ao longo dos anos seguintes e da minha trajetória muito sofrida e solitária.
Antes do lançamento do livro, pedi demissão porque minha loucura tinha começado logo depois do falecimento de minha avó. No seu último ano de vida, eu tinha conseguido finalmente escrever alguma coisa que tinha coragem de mostrar para muitas pessoas ao mesmo tempo.
Eu recebia trotes telefônicos, o apartamento fazia barulhos esquisitos, rápidos e muito altos e assustadores, não era alguma coisa dentro do apartamento, era O APARTAMENTO. Eu não ouvia vozes, eu escutava os vizinhos falando sobre minha vida, sobre meu jeito de ser, falando de mim. Não sobre mim, mas de mim. Minha amiga da época, que morava no apartamento ao lado, e meus tios que tinham também perdido sua mãe, que era minha avó, falavam sobre mim pelas minhas costas e eu levei todo este tempo, mesmo tendo sidos todos nós criados juntos, como irmãos, para descobrir que eles faziam parte de um grupo que eu tenho medo até de hoje de citar por escrito. Acredito que a palavra escrita tem muito mais força e alcance que a palavra falada, por causa da frequência. Nós alcançamos melhor as palavras escritas, elas ficam gravadas em nossa mente por mais tempo que as apenas escutadas ou verbalizadas. Por isso, basta saber que esse grupo não tem escrúpulos, no sentido que conhecemos, que é o dom de nos importarmos com o outro e nas consequências que nossos atos podem ter para aquela pessoa. Ninguém me contou nada, eu descobri a duras penas. Quando descobri, fiquei muito, muito louca. De fúria, de descontrole, e decepção, uma dor tão profunda que até hoje não consigo descrever. Porque eu os amava tanto e só estavam no grupo por dinheiro, por poder, simplesmente por aquilo. Coisas tão triviais e tão transitórias… Claro que eu também gosto de ganhar dinheiro, mas jamais faria com ninguém o que eles fizeram comigo para ganhar dinheiro e poder. Jamais. Foi difícil demais, nem queira saber. Depois do lançamento do livro, a doença já estava instalada e eu não quis tomar remédio tarja preta, nem continuar a psicanálise que meus tios exigiam. Eu sabia onde estava e qual era minha dor. Eu tinha entendido, depois de trinta e dois anos, que o mundo, o nosso mundo, aqui na Terra, é lugar muito assutador, cruel e triste. Muito sólido, onde o transcendente tem muito pouco valor. Porque é muito triste quando se ama e não se é correspondido. Eu amava desesperadamente, a todos, ao carinha da empresa, à vizinha intrometida, meus tios, minha irmã, amigos, todos, sabendo que pelo menos alguns faziam parte do grupo. Mantendo segredo de mim, porque, segundo as palavras da minha tia, eles ajudavam artistas…
Foi quando eu entendi que ninguém se importava mesmo com o que eu queria. Com quem eu era e quais eram meus sentimentos.
A duras penas cheguei ao ponto de conseguir passar no concurso dos correios, muitos, muitos anos depois, dos quais não preciso falar muito aqui, apenas que foram dezessete anos longos, sofridos e muito miseráveis, no sentido de suprir as necessidades mais básicas do primeiro degraus da pirâmide de Maslow. Para mim e para meu filho, sozinhos, lutando contra o mundo. Eu precisava descer aquele degrau, porque foi uma queda no abismo, cair da classe média quase alta, para a classe baixa, operária e desesperançada. Mas foi um bálsamo para mim, envolvida que estava na paranóia crescente que parecia que todos faziam parte do grupo. Descendo na escala, descobri que entrre as pessoas da classe baixa são raros os membros do grupo. Porque eles são reacinários, também, além de machistas e preconceituosos ao extremo. São ignorantes. Essa é a melhor palavra.
Então, no meio das pessoas de classe baixa, eu poderia conviver em paz e me curar, mas agora sabendo em que mundo real eu vivia.
Meu filho criado, sete anos trabalhando nos correios, a ambição cresceu enquanto eu lia e conversava com uma ou outra pessoa sobre a Lei da Atração, consumia fervorosamente informações sobre história, matemática, arte, sem saber que isso me levava lentamente a reencontrar aquela centelha que na juventude me fazia querer escrever e que eu repudiei quando enlouqueci. Viver melhor traz a fantasia de volta. É só para isso que precisamos de dinheiro, para ter tempo de sonhar e concretizar mais sonhos. A fantasia é fundamental para evitar a inatividade sentimental.
Então, prestei concurso para a Caixa, em 2011. Era um dos muitos concursos que eu tentava, porque achava muito cansativo e meio chato o trabalho dos correios, e eles brecaram meu desejo de ser gerente de agência, então, eu tinha quase nenhuma perspectiva. Estava estudando para ser Analista de Sistemas, também, no primeiro semestre. E nesse contexto, passei no concurso da Caixa. Fui chamada no final de 2012, em setembro, e me demiti dos correios.
Fiquei só dois meses na Caixa. Eles alegaram exatamente assim:
Meu perfil não é apropriado, eu tinha dificuldades de aprendizagem, e com pessoas mais velhas fica mais difícil. Eu tinha quarenta e oito na época.
Caso para processo. Processei. Consegui ser enganada até pela advogada.
Algo estava acontecendo, e eu não estava entendendo, porque eu não fazia, nem sequer sabia da existência da Ressonância, só tinha lido O Segredo, alguns livros de auto ajuda, e continuava acreditando na minha voz e luz interiores, porque, na mesma época da leitura do Ponto de Mutação, eu li também Alquimia Interior de Zulma Reyo, e li várias e várias vezes porque o livro traz exercícios práticos para muitas coisas, meditação e viagem astral. E é claro que eu nem chegava perto da viagem astral, até hoje tenho muito medo.
Mas lá estava eu, aos quarenta e oito, me sentindo muito desamparada, muito solitária, já que meu filho estava há um ano casado, e mesmo os dois morando comigo, já era muito diferente minha relação com ele. Eu estava mais sozinha e desamparada do que quando ele dependia de mim e eu não tinha tempo para parar e pensar.
Continuei estudando freneticamente para concursos durante todo o início de 2013, larguei a faculdade e troquei por artes. Nos dois meses em que trabalhei na Caixa, já tinha esse desejo, porque eu me distraio muito com artesanato e quero conhecer técnicas. Faço licenciatura em Artes Visuais e a cada aula fico extasiada, maravilhosa. É bem diferente de literatura, mas POSSO fazer as duas coisas.
E não passei com boa colocação em nenhum concurso mais. Passei, mas sem chances de ser chamada.
Logo, com dinheiro entrando por causa do seguro desemprego, tempo de sobra para ler e deixar a mente divagar, comecei a escrever.
E fui chamada para ensinar Artes Visuais para alunos de primeiro ao nono ano do ensino fundamental na minha cidade. Tive problemas o ano passado, mas esta é minha vida, agora, mesmo tendo sido afastada, vou voltar este ano, eu sei, e nesse meio tempo, escrevi uma trilogia que na verdade é composta de quatro livros, sendo que um deles, o quarto, é um anexo para o segundo e o terceiro. É uma boa história, mas eu não estou pronta para a repercussão, inclusive para a falta dela, então, eu deixo quieto, mas veja, depois de tantas peripécias, eu tenho muitas certezas:
A Caixa não é o melhor lugar do mundo para mim. Assim como os correios, como a empresa onde eu só ficava porque o carinha estava lá. Ambos são tranquilos e garantidos, mas eu adoro ensinar e aprender com as crianças, e meus artesanatos e divagações quando deixo meus sonhos fluírem para formar frases e contar histórias, ah, isso não tem preço.
Eu precisava contar. Acho que, se você é como eu penso, uma moça sem compromissos, sem um filho que depende só de você, e tem muito tempo para fazer o que quer, coloque na balança, veja o que seu coração quer, porque o coração contém puro amor, e você sabe, como ressonante, o que isso significa. E, principalmente, você já confiou no destino com aquela certeza de que o que você desejou, criou, já existe, não dá para fazer as duas coisas? Aceitar o trabalho e continuar com as fotos. As duas coisas, sem sentir que há limitação de qualquer espécie.
E, outra coisa, antes de terminar porque quero voltar para bolsinha de tricô que estou fazendo enquanto escuto uma palestra do Hélio Couto (neste momento, por coincidência, Visão Remota, Negócios In-formados.)
Valeu? Beijos, Cinthya. Se quiser me perguntar qualquer coisa, pode fazer pelo Face ou pelo meu email

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

UNA COM DEUS Eu Sou

Quem acompanha meu blog, certamente não entende a que veio, assim como eu, muitas vezes, me pergunto. Seu nome (do blog), Escrevendo, dá a pista maior, que é minha vontade impulsiva de escrever. Mas um blog, ora, precisa de assunto.

Acredito que encontrei. Aqui, neste momento, estou passando por transformações internas que ainda não consegui absorver completamente, mas, como sempre aconteceu em minha vida em relãção a livros, caiu um em minhas mãos sobre o qual, mais tarde, quando terminar de ler, farei uma resenha. Agora, preciso transcrever um trecho porque fiquei profundamente impressionada. Sem contar o fato de que o livro literalmente caiu em minhas mãos, a um preço módico (R$ 5,00 na feira de verão de Itapoá, onde estou trabalhando).

São tantas coisas sobre esta feira, também, sobre eu trabalhando depois de oito meses de desemprego e insegurança, que é certamente assunto para outra postagem. A de hoje é especial. Então, para quem gosta de ficção que acaricia a realidade, ou, melhor dizendo, para quem adora a licença poética que transforma alguém como eu, você, ou o autor deste livro maravilhoso, Mikael Lenyer, em amantes da energia divina que nos compõe a todos.

O título do livro é: A Raça Divina. E o trecho que escolhi, das cinco páginas que li até agora, fala bem sobre o que comecei a sentir desde que me dispus a aprofundar os conhecimentos sobre Física Quântica e Espiritualidade. Este trecho está na página 17 do Prólogo e vou transcrevê-lo exatamente como foi publicado.

E nos giros febris da vida, com esmero e persistência, lançaram suas almas retumbantes, como imensas redes, nos vastos espaços negros além do sistema solar. Com pompa, encheram esse braço da galáxia com o barulho de seus metais transformados, de sua ira, de seus poemas e de suas paixões, gritando aos confins do negro infinito: SOMOS OS HOMENS, SOMOS A RAÇA DIVINA!

Foto0387

Já se vão séculos que nós, homens, domamos nossos medos e lançamo-nos confiantes ao espaço. Assim, determinados e afoitos, com as bençãos do tempo, atravessamos o escuro túnel das incertezas e singramos os oceanos infinitos. Com ardor e paixão, jogamo-nos esperançosos no negro espaço, que, descobrimos, teria somente o tamanho de nossos sonhos e de nossa confiança em nós mesmos.

Nossa vida sempre tem essa premência – não duraremos para sempre. Nosso tempo é finito! Quem sabe seja essa crença que nos faz afoitos e violentos. A morte nos exige pressa, inventividade, busca de novos caminhos – não podemos descansar; não podemos deixar que nosso caminho seja descontínuo, como várias vezes ocorreu.

Então, que o homem aprenda a ser gentil com as vidas diversas que sempre a acompanharam em sua longa estrada para que tenha direito a ela no futuro. Quem sabe quando este rempo virá?

Assim, peço a Deus que a esperança que tenho de que iremos acordar e reconhecer nossa loucura não seja vã e inocente, leve como uma poeira que se levanta, explode e se dispersa frente à tempestade negra e pesada que se anuncia, esmagadora e violenta, sobre o horizonte de nossos futuros. Afinal, surgimos há tantos e tantos milêncios e já passamos por tantas e tantas situações que, creio eu, algum dia, saberemos recohecer nossa ingratidão.

Mikael Lenyer

Por enquanto, era isso.  Quando voltar, pretendo aprofundar estas questões colocadas, mas preciso ler o livro todo, e, como todo o Ressonante que pratica, (ver: Grupo de EstudosCaminho das Palestras de Hélio CoutoVídeos do Professor Laércio Fonseca) muitas vezes me parece ter  milhares de coisas para fazer e falta tempo, mas, quando menos percebo, tudo está feito, porque FUNCIONA! Somos pequenos milagres, porque somos unos com Deus.

Amém. Namasté!

E, em tempo, um maravilhoso 2015!

sábado, 31 de maio de 2014

KINDLE

Então, consegui colocar o botão do Kindle para quem quiser ler meu blog no dispositivo fornecido pelo site da Amazon. Logo mais virei com os tutoriais, agora é muito tarde e vou dormir. Mas os blogs vem com tudo por aí, agora que eu consegui! E, o que é mais importante que qualquer outra coisa: é grátis! Totalmente!

terça-feira, 25 de março de 2014

Desejos…

Me sinto cansada e estou realmente, porque estou trabalhando muito, graças a Deus. Estou ensinando Artes Visuais, ainda, 40 horas semanais, mas estou explodindo de cansaço, de verdade, porque, apesar das crianças maravilhosas e da vida muito interessante que é a de ser professora, minha sensação é que nunca estou de folga, não tenho fim de semana nem momentos de verdadeiro relaxamento.  Preciso ler muito, porque também ainda estou me formando, e isto requer tempo, carregar livros…  Ah, meus sonhos mais latentes: Um Tablet, pode ser qualquer tablet mais simples, ou um leitor Kindle… Este:
Sonho